Soluções para corretoras de forex no Oriente Médio combinam um caminho de licenciamento — DFSA no DIFC, FSRA no ADGM ou a Capital Market Authority federal, que substituiu a SCA em 1º de janeiro de 2026 — com uma estrutura MT5 que atende às regras de margem para varejo, às contas swap-free e às interfaces em árabe da direita para a esquerda. A FXUP fornece a tecnologia; a licença continua sendo responsabilidade sua.
Do que uma corretora de forex no Oriente Médio realmente precisa?
Uma corretora de forex no Oriente Médio precisa de três coisas que raramente vêm do mesmo fornecedor: uma licença que cubra os clientes que ela quer atender, uma plataforma de negociação configurada de acordo com as regras de varejo desse regulador e um software voltado ao cliente que funcione direito em árabe. A maioria dos planos de lançamento que vemos acerta mais ou menos a segunda e a terceira partes e deixa a primeira vaga, que é o caminho mais caro.
A região não é um mercado só. Apenas os Emirados Árabes Unidos têm três reguladores de valores mobiliários com regulamentos distintos; a Arábia Saudita tem a sua própria Capital Market Authority, com uma postura rígida em relação a quem faz publicidade dentro do Reino; e Bahrein, Catar, Omã, Kuwait e Jordânia têm, cada um, suas próprias autoridades. Uma equipe em Dubai que vende para Riad está lidando com pelo menos dois regimes, e não com um.
O que costuma ser comum em todo o Golfo é o lado do cliente: uma parcela grande dos clientes pede contas swap-free (islâmicas), espera-se árabe em todas as telas que o cliente usa, e os introducing brokers respondem por boa parte da captação. Esses três fatos moldam o desenho dos grupos no MT5, o CRM e a configuração das comissões mais do que qualquer regra isolada.
Qual regulador licencia corretoras de forex em Dubai e nos Emirados Árabes Unidos?
Depende de onde fica a empresa. Dentro do Dubai International Financial Centre (DIFC, o centro financeiro internacional de Dubai), o regulador é a Dubai Financial Services Authority (DFSA, Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai); dentro do Abu Dhabi Global Market (ADGM, o centro financeiro de Abu Dhabi), é a Financial Services Regulatory Authority (FSRA, Autoridade Reguladora de Serviços Financeiros do ADGM); no restante dos EAU (onshore), é a Capital Market Authority (CMA, Autoridade do Mercado de Capitais) federal, que até 31 de dezembro de 2025 se chamava Securities and Commodities Authority (SCA, Autoridade de Valores Mobiliários e Commodities).
O ponto de partida da DFSA é direto. O artigo 41(1) da DIFC Regulatory Law (a lei regulatória do DIFC) diz que “uma pessoa não deverá exercer um Serviço Financeiro no DIFC ou a partir dele”, salvo se houver uma isenção aplicável, o que na prática significa uma licença da DFSA para quem atende clientes a partir do centro. O ADGM funciona da mesma forma, por meio de uma Financial Services Permission (autorização de serviços financeiros) concedida pela FSRA.
Para a atividade onshore, a mudança de nome importa mais do que parece. O escritório de advocacia Dechert observou em fevereiro de 2026 que as novas leis federais “se aplicam às atividades exercidas nos EAU fora das duas zonas francas financeiras”, e que o artigo 2(1)(d) alcança “qualquer pessoa que direcione sua atuação a clientes dentro dos [EAU]”, mesmo quando a atividade é conduzida do exterior ou de uma zona franca. A mesma nota registra que o artigo 71 prevê pena de prisão de no mínimo um ano e multas muito altas para atividade sem licença, e que “ainda não vimos orientações da CMA sobre a sua abordagem em relação às atividades transfronteiriças”.
| Regulador | Onde se aplica | Principal base legal | O que significa para uma corretora |
|---|---|---|---|
| DFSA | Dubai International Financial Centre | DIFC Regulatory Law (proibição do art. 41) | Licença necessária para exercer um serviço financeiro no DIFC ou a partir dele; regras detalhadas para CFDs de varejo no COB 6.16 |
| FSRA (ADGM) | Abu Dhabi Global Market | ADGM Financial Services and Markets Regulations | Financial Services Permission após um pedido em oito etapas; regras de conduta próprias para produtos alavancados de balcão (OTC) |
| Capital Market Authority (EAU, antiga SCA) | EAU fora do DIFC e do ADGM | Decretos-Leis Federais nº 32 e 33 de 2025, em vigor desde 1º de janeiro de 2026 | Licença onshore; o alcance se estende a empresas que direcionam sua atuação a clientes nos EAU a partir do exterior, segundo a leitura do Dechert |
| Capital Market Authority (Arábia Saudita) | Reino da Arábia Saudita | Capital Market Law, Decreto Real nº (M/30), de 02/06/1424H | Negócios com valores mobiliários na Arábia Saudita ou para pessoas no país exigem autorização da CMA; publicidade na internet conta |
“Ambos os Decretos-Leis entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026.”
A SCA ainda é o regulador dos EAU em 2026?
Não — não com esse nome. A própria página da autoridade traz, como primeira disposição central do novo marco, a “mudança do nome da Securities and Commodities Authority para Capital Market Authority”. A mesma página diz que os dois decretos-leis também criam novas atividades financeiras reguladas, regulamentam um Fundo de Proteção ao Investidor e um Fundo de Garantia de Liquidação, e dão à CMA poderes sobre pessoas sistemicamente importantes e de intervenção antecipada.
Para uma corretora, isso tem duas consequências práticas. Primeiro, documentos, sites e contratos com clientes que ainda dizem “regulada pela SCA” vão parecer desatualizados para quem verificar, inclusive revisores de lojas de aplicativos e processadores de pagamento. Segundo, as antigas categorias de licença da SCA e a forma como elas se encaixam na nova lei são algo a confirmar com a CMA ou com um advogado nos EAU, e não a presumir; não vimos orientação publicada que resolva todas as questões de correspondência.
Comentários de empresas de compliance no início de 2026 sugeriram que os atuais titulares de licença poderiam continuar operando dentro do escopo das autorizações que já têm, mas essa é uma leitura secundária. Se o seu plano de negócios depende disso, peça o posicionamento por escrito.
Quais regras de alavancagem e margem para varejo valem no DIFC e no ADGM?
No DIFC, uma empresa que negocia o que a DFSA chama de Restricted Speculative Investments (investimentos especulativos restritos) — CFDs alavancados e forex spot com rolagem — precisa cobrar pelo menos 3,3% de margem de um cliente de varejo num par de moedas principal, o que equivale a cerca de 30:1. O COB 6.16.6 define pisos mais altos para todo o resto: 5% para pares não principais, índices de ações principais, ativos do tesouro e ouro; 10% para índices não principais e commodities que não sejam ouro; 50% para criptoativos; e 20% para qualquer outro ativo subjacente.
A mesma seção acrescenta as proteções que corretoras familiarizadas com as regras europeias vão reconhecer. Pelo COB 6.16.7, a empresa precisa garantir que o patrimônio líquido de uma conta de varejo não caia abaixo de 50% da margem total, e encerrar todas as posições abertas quando isso acontecer. Pelo COB 6.16.8, a responsabilidade de um cliente de varejo “fica limitada aos recursos naquela conta de negociação” — a proteção contra saldo negativo. O COB 6.16.10 pede que as empresas adotem medidas razoáveis para que clientes de varejo não paguem a margem com cartão de crédito ou com uma linha de crédito de terceiros.
O regulamento de conduta do ADGM tem um capítulo próprio para produtos alavancados de balcão (OTC), com disposições de margem, encerramento de posições e saldo negativo da mesma família. Não conseguimos abrir o texto atual das regras do ADGM quando atualizamos esta página, então não citamos os números dele aqui; consulte o regulamento da FSRA em vigor, porque o ADGM o revisa com frequência.
Nada disso é configurado pelo regulador. Tudo acaba virando configurações de grupo no MT5, níveis de stop-out, taxas de margem dos símbolos e regras de pagamento no CRM, e alguém precisa montar e testar isso. A tabela abaixo mostra como mapeamos as regras da DFSA quando configuramos o ambiente de um cliente.
| Regra da DFSA | O que exige | Onde fica na estrutura | De quem é a decisão |
|---|---|---|---|
| COB 6.16.6 margem | 3,3% nos pares principais; 5%, 10%, 20% ou 50% para outros ativos subjacentes | Taxas de margem dos símbolos no MT5 e alavancagem por grupo de varejo | Equipe de compliance da corretora; configurado pelo provedor da plataforma |
| COB 6.16.7 encerramento de posições | Encerrar todas as posições se o patrimônio líquido cair abaixo de 50% da margem | Nível de stop-out do grupo no MT5 definido em 50% da margem | Corretora; testado antes do lançamento |
| COB 6.16.8 saldo negativo | Responsabilidade do cliente de varejo limitada aos recursos da conta | Processo de correção de saldo negativo no servidor e no CRM | Corretora; o provedor automatiza onde for possível |
| COB 6.16.10 cartões de crédito | Medidas razoáveis contra o uso de cartão ou crédito de terceiros para a margem | Regras de depósito no CRM e escolha dos métodos do PSP | Corretora e seus processadores de pagamento |
| COB 6.16.12 indicações | Nenhuma indicação remunerada de clientes de varejo feita por pessoas não reguladas | Regras de cadastro de IBs e de comissões no CRM | Equipe de compliance da corretora |
Uma corretora no DIFC ou no ADGM pode remunerar introducing brokers?
Pode, mas não qualquer um. A regra da DFSA é curta e deixa pouca margem: uma empresa que negocia Restricted Speculative Investments “não deve aceitar a indicação de um Cliente de Varejo feita por uma Pessoa não regulada mediante remuneração.” Em outras palavras, um introdutor remunerado de clientes de varejo precisa ser regulado.
Isso muda a forma de montar a parte de IBs no CRM. Uma rede de IBs no Golfo costuma misturar parceiros regulados, afiliados não regulados e traders individuais de “comunidade”. Com uma licença da DFSA, o CRM precisa saber quais parceiros podem ganhar com indicações de varejo, guardar o status regulatório deles como registro e parar de pagar comissão quando esse status vence. Trabalhamos com o nosso próprio CRM para corretoras e com CRMs de parceiros, e propomos o que melhor se encaixa no seu modelo de IBs; o nosso cuida de hierarquias de IBs e planos de comissão; a regra sobre quem pode ser pago é definida pelo seu responsável de compliance, e nós a aplicamos na configuração.
Corretoras licenciadas fora dos EAU também costumam manter grandes redes de IBs no Golfo. Se isso é legal ou não depende da licença delas e das regras dos EAU e da Arábia Saudita sobre publicidade para residentes, que é exatamente a questão que a CMA ainda não respondeu em orientação publicada.
“… não deve aceitar a indicação de um Cliente de Varejo feita por uma Pessoa não regulada mediante remuneração.”
Posso atender clientes sauditas com uma licença dos EAU ou offshore?
Em geral, não fazendo publicidade ativa para eles. O guia regulatório da Baker McKenzie afirma que “a CMA proíbe estritamente que qualquer pessoa exerça negócios com valores mobiliários na Arábia Saudita” — ou para uma pessoa na Arábia Saudita — sem autorização e licença da CMA, e que um anúncio de valores mobiliários inclui material disponível a pessoas na Arábia Saudita pela internet.
O guia descreve uma isenção restrita por iniciativa do cliente (reverse inquiry): o cliente precisa fazer o primeiro contato, ela se aplica apenas a instituições e pessoas físicas acima de limites elevados de patrimônio líquido ou de investimento definidos no guia, e os valores mobiliários não podem ser emitidos nem listados na Arábia Saudita. É uma exceção voltada ao private banking, não um caminho para uma corretora de forex de varejo.
A CMA saudita descreve o seu próprio papel como supervisionar o desenvolvimento do mercado de capitais, incluindo “emitir regulamentos e regras para implementar a Capital Market Law”. Não verificamos quais autorizações de FX de balcão ou de CFDs para varejo a CMA concede hoje, então não vamos afirmar nada sobre isso; se os clientes de varejo sauditas são centrais no seu plano, essa é a primeira pergunta para um advogado habilitado na Arábia Saudita.
A mesma cautela vale para o Bahrein (Central Bank of Bahrain), o Catar, Omã, o Kuwait e a Jordânia. Cada um tem o seu regulador e as suas regras sobre publicidade transfronteiriça. Citamos esses países para que entrem na sua lista de verificação, não porque possamos dizer o que eles permitem.
Como funcionam as contas islâmicas swap-free no MT5?
No MT5, uma conta swap-free costuma ser um grupo de clientes separado cujos símbolos não têm swap overnight, com eventual cobrança substituta aplicada de forma controlada e documentada. A plataforma suporta isso diretamente: a documentação da MetaQuotes lista os modos de cálculo de swap por símbolo, e a referência do MQL5 inclui um modo descrito como “Swaps disabled (no swaps)” (swaps desativados).
O MT5 também permite definir um multiplicador de swap para cada dia da semana. A ajuda da MetaQuotes explica que o swap triplo habitual da quarta-feira é simplesmente um fator 3 nesse dia, e que “o swap não é cobrado nos dias úteis sem fator definido.” Para grupos swap-free, normalmente usamos substituições de símbolo no nível do grupo, e não símbolos separados, para que preços, sessões e margem fiquem idênticos aos da conta padrão e só o financiamento seja diferente.
A questão comercial é como substituir o swap sem recriá-lo com outro nome. As corretoras publicam respostas diferentes. A página de conta islâmica da Tickmill, por exemplo, diz que as suas taxas “se aplicam apenas a instrumentos selecionados e começam após um período de carência definido” e são “aplicadas às contas swap-free de MT4 e MT5 como um lançamento separado no saldo às 00:00, horário do servidor”. Outras corretoras alargam os spreads nos grupos swap-free ou cobram uma taxa administrativa fixa. Seja qual for a sua escolha, ela deve ser analisada pelo seu consultor de Sharia, constar no contrato com o cliente e ser aplicada de forma consistente pelo sistema, e não por um operador da mesa à meia-noite.
Grupo swap-free puro
Modo de swap desativado para todos os símbolos do grupo. Simples e transparente; gera custo de financiamento para a corretora em posições mantidas por muito tempo, por isso costuma vir acompanhado de regras de elegibilidade.
Período de carência mais taxa fixa
Sem swap por um número definido de dias e, depois, uma taxa publicada por lote, lançada como um registro separado no saldo. Exige automação e uma tabela de taxas clara no contrato com o cliente.
Spread mais largo ou markup
Nenhuma linha de financiamento; o custo fica no spread do grupo swap-free. Fácil de operar, mas mais difícil de comparar, e exige uma divulgação cuidadosa.
Como evitar abusos nas contas swap-free?
Principalmente com regras combinadas antes do lançamento e monitoramento depois dele. O padrão de abuso mais comum é um cliente manter grandes posições de carry — compradas em moedas de juros altos — numa conta swap-free para obter uma vantagem de financiamento que a conta nunca deveria oferecer, às vezes protegida por uma posição oposta em outro lugar.
O módulo de automação da MetaQuotes lista a opção de “cobrar automaticamente taxas de inatividade ou de manutenção em contas swap-free”, e ele consegue “sincronizar dados entre o MetaTrader 5 e o CRM da sua corretora”. Usamos esse tipo de lógica, ou scripts equivalentes do lado do CRM, para sinalizar contas que mantêm a mesma operação de carry por semanas, aplicar a taxa publicada depois do período de carência e transferir clientes não elegíveis de volta para os grupos padrão, com aviso prévio.
O lado do CRM importa tanto quanto o servidor. A elegibilidade (quem pode pedir swap-free), a declaração que o cliente assina e a trilha de auditoria de cada mudança de grupo pertencem ao cadastro do cliente. Se um regulador, auditor ou conselho de Sharia perguntar por que um cliente foi transferido, a resposta deve estar a um clique de distância.
Os clientes do Oriente Médio precisam de plataformas de negociação em árabe?
Sim, se você leva a sério os clientes de varejo no Golfo. Ter árabe só no site não basta; é nas telas de negociação, nas boletas de ordem, nas notificações e na área do cliente que os clientes erram, e é ali que o layout da direita para a esquerda precisa funcionar de verdade, e não como um inglês espelhado.
Nosso WebTrader com sua marca e nossos aplicativos de trading para iOS e Android vêm em inglês, turco e árabe, com layout completo da direita para a esquerda em árabe. Números, preços e gráficos continuam da esquerda para a direita, onde os traders esperam; menus, rótulos e caixas de diálogo são invertidos. Você mesmo pode conferir na demo do WebTrader e na demo do aplicativo móvel, ambas conectadas a um servidor demo real do MT5 — mude o idioma para árabe e envie uma ordem pendente.
O inglês continua sendo o idioma de trabalho da maioria das equipes de compliance do Golfo; por isso, o back office do CRM normalmente funciona em inglês, enquanto as páginas voltadas ao cliente funcionam nos dois idiomas. Outros idiomas comuns entre os clientes expatriados da região podem ser incluídos como parte de um projeto; pergunte sobre o idioma específico antes de presumir que ele já está pronto.
Quais meios de pagamento as corretoras do Golfo usam?
A transferência bancária é a base para a maioria das corretoras reguladas do Golfo, com cartões e carteiras digitais por cima, quando a licença e o processador de pagamento permitem. Os meios que você realmente pode oferecer dependem menos da tecnologia do que de duas outras coisas: o que o seu regulador permite e quais processadores aceitam cadastrar um comerciante de negociação alavancada na sua jurisdição.
A regra da DFSA sobre cartões de crédito é um bom exemplo de como o regulador molda o caixa. Pelo COB 6.16.10, uma empresa no DIFC precisa adotar medidas razoáveis para impedir que clientes de varejo paguem a margem com cartão de crédito ou com uma linha de crédito de terceiros; por isso, o CRM precisa distinguir cartões de débito de cartões de crédito no nível do processador, bloquear os de crédito para os grupos de varejo e guardar o registro dessa verificação.
Conectamos o CRM aos processadores e bancos que você contratar; não fornecemos licenças de pagamento nem contas de comerciante. Uma dica prática de projetos na região: tenha pelo menos dois processadores acertados antes do lançamento, porque o cadastro de um comerciante de forex nos EAU pode levar mais tempo do que a implantação da plataforma. Se você já tem propostas de processadores, envie para nós pelo Telegram e diremos o que a integração envolve.
Grey label, white label ou licença própria do MT5 para uma corretora do Golfo?
Para a maioria das novas marcas do Golfo, um grey label de MT5 é o início mais rápido: um grey label de MT5 é uma corretora montada dentro do servidor MetaTrader 5 licenciado de outra empresa, em que você recebe seus próprios grupos de clientes e sua marca no WebTrader, nos aplicativos móveis, no CRM e na área do cliente, enquanto a licença do servidor MT5 continua com o provedor. Ele não dá a você uma licença de serviços financeiros; essa é uma questão à parte.
Um white label de MT5 dá mais controle sobre símbolos, grupos e condições. A disponibilidade de um novo white label depende da abordagem atual da MetaQuotes — a imprensa especializada e vários provedores noticiaram em 2022 que a MetaQuotes tinha restringido ou suspendido novos white labels em muitos casos —, então verificamos cada caso antes de prometer qualquer coisa; nosso guia sobre a política de white label da MetaQuotes reúne os dois lados, com datas. Uma empresa licenciada pela DFSA ou pela FSRA muitas vezes prefere a sua própria licença do MT5, porque os reguladores esperam um controle claro sobre os sistemas que guardam as posições dos clientes.
A página de pedidos da MetaQuotes lista três níveis de licença do MT5 por capacidade de negócio: Entry para 1.000 contas reais, Standard para 25.000 e Enterprise para 200.000. A MetaQuotes não publica preços. Nos pedidos que conduzimos, a licença é cobrada mensalmente, com um valor que depende do nível, e uma licença Entry exige três meses pagos antecipadamente. Atuamos como consultores nesse pedido, preparando as exigências da MetaQuotes e conduzindo o processo mediante uma remuneração que orçamos por projeto. Mande uma mensagem e enviaremos valores atualizados para o nível de que você precisa.
Se você precisa especificamente do MT4, escreva para nós e verificaremos a disponibilidade no seu caso; a MetaQuotes diz que novas licenças de MT4 não estão mais à venda, então nunca prometemos o MT4 de antemão. A comparação entre os caminhos está em white label ou grey label.
| Grey label de MT5 | White label de MT5 | Licença própria do MT5 | |
|---|---|---|---|
| Quem detém a licença do servidor MT5 | O provedor | O provedor, pelo contrato dele com a MetaQuotes | A sua empresa |
| Grupos swap-free | Seus próprios grupos no servidor do provedor | Seus próprios grupos e configurações de símbolos | Controle total |
| Perfil típico no Golfo | IBs e novas marcas testando um mercado | Equipes estabelecidas que querem condições próprias | Empresas licenciadas pela DFSA/FSRA com planos de longo prazo |
| Prazo típico de lançamento com a FXUP | Cerca de 1 a 2 semanas | Cerca de 2 a 4 semanas | Depende da análise da MetaQuotes e da sua licença |
O que a FXUP implanta para uma corretora no Oriente Médio?
Implantamos e operamos a tecnologia entre o servidor MT5 e o cliente. Num projeto típico no Golfo, isso inclui o ambiente de grey label ou white label de MT5, grupos de clientes padrão e swap-free com os níveis de margem e de stop-out aprovados pela sua equipe de compliance, o WebTrader e os aplicativos móveis em árabe e inglês, o CRM (o nosso, ou um CRM parceiro quando ele se encaixa melhor na sua operação) com KYC, depósitos e saques, comissões de IB e sincronização de contas com o MT5, e a integração com o provedor de liquidez. Copy trading e PAMM podem ser incluídos onde a sua licença permitir.
Os aplicativos móveis podem ser publicados na App Store e no Google Play nas suas próprias contas de desenvolvedor. As duas lojas exigem licenciamento nos países onde um aplicativo de trading é disponibilizado; por isso, a lista de países na loja deve corresponder à sua licença. Nosso guia sobre aprovação de aplicativos de trading nas lojas explica a revisão em detalhes.
O que não fazemos: não somos corretora, não detemos a sua licença e não damos aconselhamento jurídico. Podemos apresentar caminhos de licenciamento por meio de parceiros e, como consultoria, cuidamos das exigências da MetaQuotes e do pedido de licença do MT5 para clientes, mediante remuneração; a decisão do regulador é do regulador, e a decisão da MetaQuotes é da MetaQuotes. A FXUP é independente e não tem vínculo com a MetaQuotes.
Quanto tempo leva para lançar uma corretora no Golfo?
A tecnologia é a parte curta. Um grey label normalmente entra no ar em cerca de uma a duas semanas, e um white label em cerca de duas a quatro semanas, depois que os documentos, a marca e a liquidez estiverem prontos. A licença é a parte longa, e é ela que define a data real de lançamento de qualquer corretora regulada no Golfo.
O ADGM publica o seu processo abertamente, o que ajuda no planejamento. A FSRA lista oito etapas — contato, consulta, proposta (um rascunho de plano de negócios regulatório), protocolo com a taxa de pedido, análise, incluindo entrevistas com as pessoas a serem aprovadas, aprovação em princípio com condições prévias, cumprimento das condições (licença comercial, instalações no ADGM, contas bancárias e capital) e, por fim, a Financial Services Permission. A implantação da plataforma deve terminar durante a etapa de cumprimento das condições, e não antes da aprovação em princípio; caso contrário, você paga por um sistema que não pode usar.
O capital mínimo é definido pelo regulador para cada categoria de licença, e a DFSA, a FSRA e a CMA têm, cada uma, suas próprias regras prudenciais. Nossa visão geral das jurisdições de licenciamento compara os principais caminhos, e o guia de custos de tecnologia explica o que define a parte do orçamento relativa à plataforma e o que um orçamento deve detalhar. Para valores atualizados de uma estrutura da FXUP, pergunte diretamente para nós.
O que deve constar na lista de verificação de lançamento de uma corretora no Oriente Médio?
Uma lista curta, seguida em ordem, evita a maioria dos atrasos que vemos. A ordem importa: primeiro o escopo da licença, depois a configuração e, por último, as interfaces.
- Defina o escopo da licençaDecida qual regulador (DFSA, FSRA, CMA dos EAU ou uma licença em outro lugar), quais tipos de cliente e para quais países você vai fazer publicidade. Obtenha por escrito, com o seu advogado, o posicionamento sobre a Arábia Saudita e os demais países do CCG.
- Escolha o caminho no MT5Grey label, white label ou licença própria do MT5, com base nas necessidades de controle, nas expectativas do regulador e no prazo.
- Redija as condições de negociaçãoTaxas de margem por classe de ativo, stop-out no nível exigido, tratamento de saldo negativo e o modelo de taxa swap-free, aprovados pelo compliance e pelo seu consultor de Sharia.
- Desenhe os grupos de clientesGrupos de varejo padrão e swap-free, grupos profissionais onde for permitido e grupos de teste. Cada grupo corresponde a um conjunto documentado de condições.
- Configure as regras de IBs e de pagamentosRegistre no CRM o status regulatório de cada IB, bloqueie as indicações remuneradas que a sua licença proíbe e configure as regras de cartão com os seus processadores.
- Localize e aplique a marcaÁrabe e inglês no WebTrader, nos aplicativos e na área do cliente; listas de países nas lojas de aplicativos de acordo com a sua licença.
- Teste o fluxo completoNo ambiente demo, abra contas, deposite, opere até um stop-out, provoque uma correção de saldo negativo e pague uma comissão de IB antes de cadastrar qualquer cliente.
Como começar a conversa com a FXUP?
Envie três informações: onde a sua empresa é ou será licenciada, de quais países você quer clientes e se você precisa de contas swap-free desde o primeiro dia. Isso basta para recomendarmos um caminho e descrevermos o que a implantação envolve. O jeito mais rápido é o WhatsApp; para documentos e planos de negócios, o Telegram ou o e-mail funcionam melhor, e o formulário de contato é o mais adequado para uma solicitação formal.
Se você já tem uma licença da DFSA ou da FSRA e quer migrar as interfaces para o cliente ou o CRM, conte o que você usa hoje. Vamos analisar o caminho de migração antes de falar de qualquer coisa nova.
Perguntas frequentes
Qual regulador licencia corretoras de forex em Dubai?
A SCA ainda é o regulador dos EAU em 2026?
Que alavancagem uma corretora no DIFC pode oferecer a clientes de varejo?
Posso atender clientes nos EAU com uma licença offshore?
Como funcionam as contas islâmicas swap-free no MT5?
Como as corretoras cobram nas contas swap-free?
Uma corretora no DIFC pode remunerar introducing brokers?
Posso fazer publicidade para clientes na Arábia Saudita?
A plataforma da FXUP suporta árabe?
Com que rapidez posso lançar uma corretora no Golfo com a FXUP?
A FXUP obtém a licença por mim?
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Fontes
- UAE Capital Market Authority — New CMA Law (consultado em outubro de 2026)
- Dechert — From SCA to CMA: more than just a rebrand (3 de fevereiro de 2026) (consultado em outubro de 2026)
- DFSA Rulebook — Regulatory Law Article 41, Financial Services Prohibition (consultado em outubro de 2026)
- DFSA Rulebook — Conduct of Business 6.16, Restricted Speculative Investments (consultado em outubro de 2026)
- ADGM FSRA — General application process (consultado em outubro de 2026)
- Capital Market Authority (Arábia Saudita) — página inicial (consultado em outubro de 2026)
- Baker McKenzie — Global Financial Services Regulatory Guide: Saudi Arabia, cross-border business (consultado em outubro de 2026)
- MetaQuotes — MetaTrader 5 Help: Market Watch, symbol specification (swaps) (consultado em outubro de 2026)
- MetaQuotes — MetaTrader 5 Automations: what you can automate (consultado em outubro de 2026)
A FXUP é uma consultoria e empresa de tecnologia independente e não tem vínculo com a MetaQuotes Ltd. MetaTrader 4 e MetaTrader 5 são marcas registradas da MetaQuotes Ltd. Esta página traz informações gerais e não constitui aconselhamento jurídico, tributário ou de investimento; as exigências regulatórias dependem de cada jurisdição e mudam com o tempo. A FXUP não publica preços: fale conosco para receber os valores atualizados do seu projeto.